Mart realiza com Sophia Editora, nesta quinta-feira(05), às 18h, os “Debates Decoloniais”

Evento reunirá fala de consagrados pesquisadores que publicaram em obras sobre a Região dos Lagos

publicado: 04/10/2023 15h47, última modificação: 23/11/2023 10h38

CABO FRIO (RJ) – Encerrando sua intensa programação durante a 17ª Primavera dos Museus, “Memórias e Democracia: Pessoas LGBT+, indígenas e Quilombolas”, o Museu de Arte Religiosa e Tradicional (Mart/Ibram), receberá, nesta quinta-feira (05), das 18h às 21h, autores publicados pela Sophia Editora. A atividade é gratuita e aberta ao público. Será fornecida certificação aos participantes, não sendo necessária prévia inscrição. 

Meri Damaceno, Nilma Teixeira Accioli, Ivo Barreto, Luiz Guilherme Scaldaferri, Cristina Ventura, João Christovão e Paulo Sérgio Barreto estarão presentes falando de suas obras. Confira, abaixo, um pouco de suas trajetórias e suas contribuições: 

Cristina Ventura – Mestre em Projeto e Patrimônio pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo FAU da Universidade Federal do Rio de Janeiro (2018), graduada em Arquitetura e Urbanismo pela FAU – UFRJ (1991). Coordenou as ações de restauro e conservação preventiva do Monumento Cristo Redentor. Coordena as atividades educativas do Instituto Cultural Carlos Scliar com o projeto de educação patrimonial. Tem experiência na área de Arquitetura, com ênfase na área do patrimônio histórico: restauro, projetos e educação patrimonial. Participou do livro “Cabo Frio Revisitado: A memória regional pelas trilhas do contemporâneo” com o texto “Diálogos entre paisagem, memória e arte: a Casa Museu Carlos Scliar”. 

Ivo Barreto – Arquiteto formado pela UFF (2004). Especialista em Preservação de Bens Culturais Integrada ao Planejamento Urbano (CECI/UFPE, 2010), Mestre em Projeto e Patrimônio (UFRJ, 2017) e Doutorando em Arquitetura (PROARQ/UFRJ). Integrou equipes de projeto de instituições como a Firjan e Fiocruz e há 17 anos faz parte da equipe permanente de arquitetos do IPHAN, onde exerceu a chefia do Escritório Técnico do Iphan na Região dos Lagos (2009-2013) e foi Superintendente do Iphan no Estado do Rio de Janeiro (2013-2015). Professor das disciplinas de Ateliê de Projeto de Arquitetura, Patrimônio Cultural e Desenho no curso de Arquitetura da Universidade Estácio de Sá, em Cabo Frio, possui produção variada no campo da arquitetura e das artes gráficas, sendo co-fundador do Ateliê Belas Janelas (@belasjanelas). Membro da Academia Cabo-friense de Letras, é articulista colaborador do Jornal Folha dos Lagos e autor de artigos científicos variados, havendo publicado livros nos campos da arquitetura, patrimônio e das artes visuais. Seu mais recente trabalho editorial é o livro “Cabo Frio Revisitado: A memória regional pelas trilhas do contemporâneo”, como organizador, onde também escreveu “Do monumento ao documento: a construção do Conjunto Paisagístico de Cabo Frio” e “Pelas frestas do valor nacional: alterando escalas e saturando contextos na busca das raízes historiográficas da Casa da Flor”.   

João Christóvão – Doutor em História Política e Bens Culturais pelo CPDOC/FGV Pesquisador do Laboratório de Estudos de História dos Mundos do Trabalho – UFRJ. Professor da Rede Pública Municipal de Cabo Frio. Participou do livro “Cabo Frio Revisitado: A memória regional pelas trilhas do contemporâneo” com o texto “Memória e Identidade pelos caminhos do sal fluminense”. 

Luiz Guilherme Scaldaferri – Prof. da rede municipal de Armação dos Búzios e de Cabo Frio. Doutor em historia. membro da Academia Cabofriense de Letras. Escreveu junto com José Francisco de Moura, ‘História de Cabo Frio – dos sambaquieiros aos cabo-frienses (c. 3.720 a. C. – 2020), lançado pela Sophia Editora. Participou do livro “Cabo Frio Revisitado: A memória regional pelas trilhas do contemporâneo”, com o texto “A mestiçagem na Aldeia de São Pedro de Cabo Frio (Séculos XVIII – XIX)”. Cabo Frio e a Pesca da Baleia na Ponta dos Búzios – Séculos XVIII e XIX com Rose Fernandes. História de Cabo Frio contada à minha filha com ilustrações de Yuri Vasconcellos. E O primeiro indígena universitário do Brasil — Dr. José Peixoto Ypiranga dos Guaranys (1824-1873), com Marcelo Sant’Ana Lemos. 

Meri Damaceno – Memorialista, guardião das memórias da região dos Lagos, há 12 anos, reuniu cerca de 300 horas de entrevistas, especialmente, de idosos de 60 e 70 anos contando de Cabo Frio e suas proximidades que abrangem a região do antigo Cabo Frio. “Cabofrianças”, primeiro livro lançado em 1999; “Cabistezas”, de 2004; “Água: seu curso na história”, de 2006 e “Guardas da Memória”, volume I, de 2012. Em 2015 lançou “Guardas da Memória”, volume II. A brochura aborda aspectos da cidade sob o prisma de antigos moradores a partir de entrevistas feitas pela autora entre 1994 a 2006. Se debruça ainda em outro trabalho: o Bolsa da Memória. Relançou pela Sophia Editora, Cabistezas – causos do Arraial. 

Nilma Teixeira Accioli – Pesquisadora Associada e Pós- doutora do Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC/UFRJ), Doutora em História Comparada (UFRJ) e Pós-graduada em História (UFF). Autora do documentário Ibiri, tua boca fala por nós, premiado no Festival de Filmes de Pesquisa Esclavages: mémoire, heritages et formes contemporaines (Paris, 2009). Autora do livro José Gonçalves da Silva à Nação Brasileira e o Sagrado e o Profano: Vivências Negras no Rio de Janeiro. Realizou pesquisa, através de bolsa de pesquisa, no Arquivo Distrital do Porto (Portugal). Trabalha com o registro da memória sobre a escravidão e o pós-abolição, na Região dos Lagos, RJ. Participou do livro “Cabo Frio Revisitado: A memória regional pelas trilhas do contemporâneo”, com o texto “Tráfico, escravidão e memória: comunidades negras remanescentes e a engrenagem do tráfico de escravizados no antigo Cabo Frio”. 

Paulo Sérgio Barreto – Sociólogo (UFRJ/UnB), Mestre em Sociologia na área de Cultura (UNICAMP) e Dr. em Psicologia Social e do Trabalho pela Universidade de São Paulo/Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo/Departamento de Psicologia Social. Desde 2016, coordena o Museu da Pesca Tradicional/Sala Expositiva Mestre Chonca e o Circuito dos mestres sabedores da cultura popular, em Arraial do Cabo. Ambas propostas foram criadas e idealizadas a partir de suas vivências e experiências junto com os pescadores artesanais, tradicionais e profissionais de Arraial do Cabo, na Região dos Lagos. Participou do livro “Cabo Frio Revisitado: A memória regional pelas trilhas do contemporâneo”, com o texto “Os ‘cantos de praia’ da pesca tradicional e a preservação da memória cultural na Região dos Lagos” do livro “Cabo Frio Revisitado – a memória regional pelas trilhas do contemporâneo”. 

SERVIÇO 

17° Primavera de Museus (13 de setembro a 05 de outubro no Mart) 

MESA REDONDA: “DEBATES DECOLONIAIS” – Sophia Editora 

GRATUITO E COM CERTIFICAÇÃO DE PARTICIPAÇÃO NAS ATIVIDADES 

Local: Museu de Arte Religiosa e Tradicional de Cabo Frio – Largo de Santo Antônio, s/n°, Centro – Cabo Frio (RJ) 

Contato: (22) 98154-0088; (22) 98154-0086 

E-mail: mart.educativo@museus.gov.br 

Instagram: @museu.mart / Facebook: martibram 

Site: https://museudeartereligiosaetradicional.museus.gov.br/ 

Texto: Carlos Henrique Silva 

Supervisão: Flávia Franchini